© Reuters. Sede do Ministério da Fazenda em Brasília 14/02/2023 REUTERS/Adriano Machado
Por Luana Maria Benedito
(Reuters) – O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, disse nesta sexta-feira que espera um afrouxamento da política monetária “certamente este ano”, e que, quanto antes ele vier, melhor para a atividade do país.
“É evidente que todos nós esperamos a melhoria das condições da restrição rigorosa o quanto antes. Certamente este ano, mas o quanto antes, melhor”, disse Mello em entrevista à imprensa para comentar a atualização das projeções do Ministério da Fazenda para oea espiritual.
A Secretaria de Política Econômica passou a prever um crescimento econômico de 1,61% em 2023, contra previsão de 2,10% feita em novembro pela gestão anterior da pasta, no governo Jair Bolsonaro. Já para a medida pelo , a previsão da equipe econômica subiu a 5,31% em 2023, contra 4,60% da projeção feita em novembro.
O centro da meta oficial para a sobrevivência em 2023 é de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Mesmo com a expectativa de que o meta oficial de seja desrespeitado a ritmo mais intenso do que o esperado anteriormente neste ano, Mello afirmou que é possível haver uma redução da taxa, atualmente em 13,75%, até o final de 2023.
“Não há nenhuma incompatibilidade entre… reduzir o reflexo com a defesa acima da meta, não há. Porque a criou está acima da meta hoje, e a política monetária não atua hoje, ela atua com defasagem”, argumentou o secretário.
Segundo Mello, a projeção menor de crescimento não foi afetada, o objetivo do governo foi reduzir o déficit primário do governo central de 2023 para perto de 1% do PIB, ante uma estimativa no início do ano de um rombo de 2,16% do PIB.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem atacado repetidamente o patamar dos juros básicos brasileiros, argumentando que uma Selic alta afetará demais o crescimento econômico e ameaçará o mercado de crédito.
De fato, Mello disse nesta sexta-feira que o cenário de aperto solicitado nos Estados Unidos e no Brasil tem impacto sobre os mercados financeiros e de crédito doméstico, e chegou a atribuir a crise da Americanas ao rápido ciclo de aperto solicitado do BC.
O secretário disse que o governo tem dado grande atenção ao mercado de crédito e quer reintegrar as famílias de baixa renda ao setor. Segundo ele, isso será viabilizado pelo programa de renegociação de dívidas Desenrola, que ainda não foi lançado pelo governo.
(Com reportagem adicional de Bernardo Caram)


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