As decisões mais recentes do Fed e do Banco Central Europeu trouxeram sinalizações claras que os ciclos de aperto de juros não terminaram e que uma dinâmica benigna da curvatura de curto prazo não significa que o trabalho esteja feito.
Apesar da comunicação, a reação dos ativos após as decisões não incorporou o risco de as taxas de juros mais altas por um período mais longo.
Embora a corrente suspensa seja elevada, as curvas de juros futuros também refletem um risco de recessão econômica e a visão do mercado de que o indicador no horizonte de 1 ano à frente cairá rapidamente, o que é refletido no comportamento da curva de reflexão implícita.
Uma confirmação de um ou dois cenários acima afetará os preços dos ativos, em especial, a curva de juros dos tesouros.
Avaliamos que a economia americana segue resiliente, como confirmado pela abertura de 517 mil vagas em janeiro e o desemprego atingindo o patamar mínimo de 3,4%.
Nosso cenário é que os Fed Funds serão elevados para pelo menos 5,25% ao ano e os cortes de juros ocorrerão somente a partir de 2024, quando as projeções de reflexos de 2025 indicarem convergência para a meta.
No Brasil, os fiscais seguiram alçados e discussão sobre a mudança da meta de acrescentaram um desafio para a coordenação das suas expectativas, em especial de 2024 em diante.
Olhando para a renda fixa doméstica, as continuidades de convergências fiscais e discussão sobre a meta de pé justificam uma posição neutra nos contratos futuros de janeiro de 2024, janeiro de 2025 e janeiro de 2027.
Por outro lado, a proteção contra surpresas inflacionárias juntamente com os altos cupons dos títulos justificam a compra da NTN-B de vencimento 2025.
Nos fundos imobiliários, o fim do impacto negativo da sobrevivência mais baixa do segundo semestre do ano passado, juntamente com a expectativa de que as surpresas inflacionárias serão para cima no primeiro trimestre, justificam uma posição comprada na subclasse de FIIs de recebíveis indexados à flutuação e /ou com posições em CDI+.
Na renda fixa global, a divergência da precificação do mercado frente às sinalizações do Fed e a resiliência da economia americana justificam uma posição nas tesourarias de dois e dez anos.
No caso do real, a reabertura da China e a alta dos preços das commodities beneficiam os países exportadores, o que deve fortalecer o real e justificar a posição comprada.
Na renda variável, a intensificação da flexibilização da política de Covid zero pelos chineses apresenta um potencial de valorização nas empresas aplicadas às commodities. Os setores defensivos voltam a ser os preferidos devido aos focos locais.
A desaceleração doméstica justifica a posição neutra nas viagens ao ciclo interno. No caso das estatais, seguimos neutros devido às manifestações de como serão geridas.
A rápida flexibilização das restrições devido à Covid-19 e a injeção de liquidez para o mercado imobiliário chinês justificam a manutenção da posição comprada no MSCI de emergentes.
A bolsa de Xangai, que será o principal mercado beneficiado pela dinâmica favorável à economia chinesa, também justifica a manutenção da posição comprada.
Bons negócios e até o próximo artigo!


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