Os investidores se viram aliviados, no começo do mês de novembro de 2022, com as flexibilizações progressivas da política de COVID zero na China, porém os constantes lockdowns locais cresceram nos últimos dias devido a um aumento generalizado dos casos de infecção, e trouxeram novamente temores aos investidores, tanto para as cadeias de suprimentos e abastecimento, quanto à recuperação da economia.
Estas preocupações, atreladas a protestos e manifestações locais contra a política de COVID Zero causaram estresse generalizado no mercado, fazendo com que as ações globais iniciassem uma movimentação de queda no começo da semana do dia 28/11/2022.
O envelhecimento da população e a baixa aceitação da vacinação, por parte da população, aumentam o risco de novos surtos. Com a restrição das atividades pela política de COVID zero o lucro das empresas industriais na China caiu aproximadamente 3% considerando o mês de Janeiro a Outubro.
O governo chines tenta aumentar os seus esforços para apoiar a economia, bem como o setor imobiliário que está operando com risco iminente. O Banco Popular da China anunciou na semana anterior que reduziria as taxas de compulsório para 25 pontos base no início do próximo mês (5 de dezembro de 2022), onde contribuiria em aproximadamente 70 bilhões de dólares para sustentar essa desaceleração econômica.
A previsão para a reabertura completa é por volta do terceiro trimestre de 2023, onde haverá mais impacto nas cadeias de abastecimento e na economia global, porém parece que o governo chinês está preocupado em estabilizar a economia antes de estimular o crescimento, porém não está apoiado , e essa situação aumenta o descontentamento da população, com novos protestos.
Em minha análise, somente essa medida não será suficiente para estabilizar o país econômico, devido aos impactos sofridos no país referentes à redução de empregos, salário e na confiança do consumidor. Neste momento ainda é importante os investidores estarem posicionados em ativos mais defensivos.


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