Em meio ao risco de não aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) este ano, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu no projeto de lei de renegociação dos Estados um dispositivo que permite que o Executivo realiza pagamento de despesas se a LOA não for aprovada e publicada até dia 1º de janeiro de cada ano. O PL será votado hoje em plenário.
O texto, relatado pelo líder do PP na Câmara, deputado Luizinho (RJ), estabelece que, se a LOA não for aprovada e publicada a tempo, o governo poderá executar a programação contida no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para garantir a supervisão de despesas essenciais, como despesas com obrigações constitucionais ou legais, serviço da dívida e demais despesas previstas na LDO naquele ano.
Despesas com criação de cargas e gratificações, contratações civis ou militares e aumento de salários de funcionários públicos não ficam autorizadas a serem pagas antes da aprovação do orçamento. Pelo texto, se houver saldos negativos entre o orçamento provisório (PLOA) e o orçamento final aprovado (LOA), essas diferenças serão ajustadas com base nos gastos já realizados.
Hoje, se o governo não aprovar a LOA em um ano determinado, ele precisa votar em 2025 um decreto estabelecendo a chamada “execução provisória” do PLOA, com a programação financeira do ano.
Todo ano, a LDO fica responsável por disciplinar essa execução provisória. Por isso, se não aprovar, o Executivo corre risco de sofrer um “shutdown” e fica impedido de pagar qualquer tipo de recurso a partir de janeiro. Na prática, ao inserir a execução provisória em lei complementar, o governo não fica dependente da aprovação da LDO para executar o Orçamento.


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