Nos últimos dias, o foco de preocupação grande tem sido o cenário fiscal brasileiro. Antes de iniciar, porém, é preciso deixar que o conteúdo aqui compartilhado, claro, possa trazer um ou outro elemento opinativo, é técnico. Não diz respeito a candidato A ou B.
Feito este aviso legal inicial, vamos ao que importa. O debate em torno das contas públicas passa por duas grandes questões. A primeira delas diz respeito às receitas.
Ao longo de 2022, é sabido por todos que foram realizadas diversas desonerações que, obviamente, resultaram em uma arrecadação menor para o país. Exemplos não são ligados como ICMS sobre combustíveis e ligações.
Em paralelo, há um cenário desenhado, seja no Brasil ou no mundo, para um crescimento menor do PIB. Em nossas projeções, calculamos que o seja de 1%, um pouco que o projetado pelo .
De forma resumida, isto resultará em um poder de arrecadação tributária menor. Dito isso, o grande desafio é encontrar maneiras de diminuir as receitas sem causar um impacto na economia.
A segunda questão tem como foco as despesas. O primeiro grande desafio neste ponto é o teto. Se pensarmos em gastos com aumento de servidores (algo em torno de 15%) e os R$ 600 do chamado Auxílio Brasil, serão gerados quase R$ 100 bilhões a mais de custos para os cofres públicos.
Este é um gasto bastante relevante do nosso ponto de vista. Somado a moderação no crescimento e na arrecadação, o resultado primário em relação ao PIB seria negativo em 1,5% a 1,6%, o manteria em isso a trajetória da .
A consequência nós já bem. Aumento o preço exigido na curvatura de juros e se há problemas do país em diversas cadeias.
Em palavras outras, o governo eleito estabelecer uma nova âncora.
Antes, este era o papel do teto de gastos. A meta de superávit primário parece ser a escolha escolhida, mas para ser crível, é preciso cortar gastos para que o ajuste seja entendido como permanente. Este será o grande desafio do novo presidente.
A boa notícia é que, imaginamos, nenhum desejo iniciar um mandato com uma crise fiscal responsabilidade e, por conta disso, a tarefa fiscal deve ser perseguida.
Bons negócios!


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