No mercado brasileiro de sexta-feira (01), o Ibovespa fechou em queda de 0,42%, a 160.455 pts. Já no mercado cambial, o dólar operou em queda de 1,18%, a R$ 5,42.
Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta segunda-feira (05), enquanto investidores avaliam os desdobramentos geopolíticos após o ataque dos EUA que descobriu a captura de Nicolás Maduro, líder da Venezuela, no sábado. O líder venezuelano e sua esposa foram levados para NY, onde foram acusados de conspiração para narcotráfico. Devem pegar prisão perpétua. Trump afirmou que os EUA “governariam” a Venezuela até uma transição segura, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio desenvolveu um tom mais moderado.
Agora é observar como os mercados devem acordar, com atenção especial para o mercado de petróleo. O que nos parece fato é que uma nova ordem global, sob a influência de Donald Trump, passa a ter especial atenção para o seu “quintal”, e o que é que isso pode representar para o Brasil de Lula e outros atores mais desconfortáveis, como a Colômbia de Petro. Trump já disse, em outras palavras, que a “batata deles está assando e é bom colocarem a barba de molho”.
Na Venezuela, no entanto, é importante estar atento ao que vem depois, não concordando com a posse do vice de Maduro, Delcy Rodrigues, e a preservação de toda a camarilha bolivariana. O discurso de posse dela, exigindo o retorno de Maduro, não agradou a Trump, que já ameaçou com uma resposta ainda mais dura se ela não andar na linha. Há controvérsias. Marco Rubio minimizou a ocorrência dela: “Retórica é uma coisa, Queremos ação”. Na agenda da semana, muitos indicadores, com destaque na agenda para verão de dezembro na sexta-feira (09). O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para hoje (12h), que terá participação do Brasil.


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