O resultado mais evidente do “quebra” do Ibovespa e do real na terça-feira é que o mercado está ficando como barato tonta em fim de ano onde a liquidez começa a encurtar e os exageros vão se amplificando.
Como se fosse surpresa, ficou surpreso com a vitória de Lula no segundo turno, segundo a pesquisa Genial/Quaest. Mas, quando o senador Flávio Bolsonaro foi ungido “oficialmente” pelo pai, condenado e preso que está, o principal índice da B3 não havia perdido 7 mil pontos em um só dia e não recuperou R$ 0,13?
Ah, tá, é que agora a pesquisa deu que o governador Tarcísio de Freitas tem menos chance de se lançar – ou ser lançado – com o filho do ex-presidente à frente do preferido de Faria Lima. É essa a leitura? Subestimaram Lula e superestimaram Tarcísio muito antes do tempo regulamentar.
Analistas e seus investidores-seguidores devem descer para Maresias torcendo, pelo menos, para que o Flávio anuncie seu pretenso “Posto Ipiranga” antes do réveillon, para investirem na nova investidura de Bolsonaro ao Planalto. E, de vez, enterrarem ou não o chefe dos Bandeirantes.
No tempo, o ata do Copom ou a confusão de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos teve pouco ou nada de influência no Ibovespa em -2,40% (158,5 mil pontos) e no dólar a +0,73% (R$ 5,46).
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