Juros americanos, S&500 e os ‘natural born killers’


Dizem por aí que há duas formas de ir para o inferno. A primeira seria aquela coisa conhecida: você se comporta como um mau menino durante a vida, morre e depois vai passar uma longa temporada naquele calorzinho incidente. A segunda ocorreria ainda durante sua estada neste plano, sem que precisasse falecer, bastando “curtar” (vender) o para encontrar semelhante sensação.

Em longo prazo, o principal índice de ações norte-americanas é, talvez, o melhor investimento do mundo, de tal modo que apostar contra ele implicaria um viés de nadar contra a corrente.

Então, ainda que muitos possam concordar com uma avaliação caro para a bolsa norte-americana, sua predileção seria observar de fora, sem uma posição vendida, normalmente muito custosa. A bolsa dos EUA seria cara e sempre pareceria cara.

Permanecendo nessa temática, lembro-me da frase atribuída a Dante: “os lugares mais quentes do inferno estão reservados aqueles que escolheram a neutralidade em tempos de crise.” Numa abordagem mais bem humorada, recorro a Mark Twain: “prefiro o céu pelo clima, o inferno pela companhia.”

O short pode ser tolerante e penoso, mas isso não significa que não deva ser montado, principalmente quando se encaixa bem dentro da construção de portfólio. Os índices de ações têm negociado numa faixa surpreendentemente estreita por BASTANTE tempo. Ainda que possa voltar a subir a partir da superação do ciclo de aperto cardíaco, a assimetria não parece nada convidativa para uma posição comprada.

Entre os pontos de maior dificuldade da ciência econômica (e também da política econômica), está a precisão dos efeitos das mudanças na taxa básica de juro sobre a atividade e a impressão. Isso é particularmente problemático porque os efeitos, necessariamente, ocorrem com defasagem e, na vida real, jamais, sob a preservação da hipótese de ceteris paribus. Em outras palavras, você mexe no juro de curto prazo hoje e milhões de outras variáveis ​​continuam mudando. O efeito do aperto só vai ser visto lá na frente, sem que possamos identificar exatamente o que decorreu, de fato, das mudanças na taxa básica de juro. Muitas vezes, confundimos com causalidade. E sem querer tornar a interrupção temporária técnica, a econometria associada a esse tipo de teste, normalmente ligada a exercícios de causalidade de Granger e funções de resposta a impulso, também funciona apenas sob premissas bastante restritivas.

O velho problema das ciências sociais: não participar isolar num laboratório todas as demais variáveis ​​do mundo real e fazer somente a taxa de jurar mudar, esperar 12 meses e ver o que acontece com o PIB, o desemprego e o biológico.

Niall Ferguson costuma rever à Filosofia da História para encontrar dificuldades em questões como: “a revolução francesa teve como causa uma seca história no ano anterior.” Isso implica dizer, em alguma medida, que, se não existisse a seca, a Bastilha não teria sido tomada. Mas não concordo voltar no tempo e fazer o teste da hipótese alternativa. Quando não podemos falsear determinadas determinações ou hipóteses, ainda assim estaríamos fazendo ciência? E se não fazemos ciência quando falamos de Economia, então do que dispomos?

Larry Summers é um dos que reconhecem o problema. Não somente existe uma grande dificuldade em identificar qual a defasagem média entre a mudança de juro e a reação das variáveis ​​reais, como também há grande variância em torno dessa resposta. Em alguns momentos, ela se dá mais rápida e intensa. Em outros, demora e vai morosa.

De ordem mais prática, os formuladores de política econômica se deparam com um grave problema (antes de criticá-los, tente se imaginar sentado naquela cadeira): você identifica um processo inflacionário. Então, amparado no modelo da autoridade controlada, começa a subir a taxa de juro. Ocorre que as variáveis ​​reais não respondem de imediato. Você continua, portanto, subindo o juro básico. Em determinado momento, as variáveis ​​reais começam a reagir ao aperto do torniquete meses feitos antes. Mas, então, ainda preciso reagir a toda a alta mais recente dos juros, realizada nesse intervalo de tempo. Os Bancos Centrais, se souberam exatamente o período eo tamanho da defasagem, tendo de parar antes dos efeitos da política reforçados seus sentidos na cópia e nas expectativas de cópia, o que, por definição, seria não observável e implicaria, portanto, um risco enorme .

Daí deriva uma espécie de tendência natural ao “overkill” ou “overtightening”, uma inclinação de aperto excessivo das condições impostas que leva as economias à recessão. humana do , capaz de levar a taxa de ao ponto exato em que a sobrevivência desacelera sem que incorremos numa recessão mais severa.



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