© Reuters. Carros recém-produzidos em estacionamento de fábrica em São Bernardo do Campo, SP 05/01/2017 REUTERS/Paulo Whitaker
Por Camila Moreira
SÃO PAUL (Reuters) – A pesquisa encomendada contra o volume de compras levou ao crescimento da indústria brasileira a perder pelo quinto mês seguido em outubro, apesar da melhora do cenário inflacionário, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).
A S&P Global informou nesta terça-feira que seu PMI de indústria do Brasil caiu em 50,8 em outubro de 51,1 em setembro. Oito mais meses de expansão mais fracos da atual marca de 50 que mais separou o nível de expansão na sequência.
“A notícia mais positiva…veio das medidas inflacionárias se dissipa em outubro”, disse a diretora associada da economia S&P Markit, Polanna De Lima. “Mas a demanda por bens brasileiros piorou em outubro, caindo pela primeira vez em oito meses apesar de como empresas reduzidas cobrados.”
O subíndice de novas encomendas, com maior influência para o PMI, foi o que mais pesou para o resultado do mês, com a primeira contração em oito meses, ainda que modesta. Segundo os participantes da pesquisa, o motivo foi a demanda fraca.
Ao mesmo tempo, as novas de exportação recuaram pelo oitavo mês seguido, e um ritmo sólido, segundo a S&P Global.
Apesar disso, os fabricantes brasileiros continuaram em outubro a aumentar os volumes de produção, ainda que a uma taxa modesta, mas os mesmos tenham vista em setembro.
O cenário aos preços, entretanto, foi mais favorável. Em contraste aos aumentos durante a maior parte dos últimos três anos, os custos de redução diminuíram em outubro, na primeira redução desde outubro de 2014 e mais forte em quase 13 anos e meio.
Segundo a pesquisa, os motivos para isso foram os preços mais baixos das commodities, bem como os cortes de impostos de combustíveis e energia.
As empresas transferem isso para seus clientes por meio da redução dos preços cobrados, a primeira em quase cinco anos e mais forte agosto de 2009, em uma tentativa também de gerar uma demanda.
A compra de insumos, não, caiu em outubro, após cinco meses de alta, devido a deficiência de demanda, estoque suficiente e menores de produção. Ao mesmo tempo, os estoques de bens adquiridos e os itens semiacabados subiram a um taxa forte.
Já o emprego na indústria aumentou no início do trimestre pelo oitavo mês seguido, com as empresas citando a reposição de vagas abertas.
Contribuíram para a criação de postos de trabalho como projeções positivas de crescimento. Os fabricantes permaneceram bastante confiantes em uma longa vida dos próximos 12 meses, haja preocupações com a guerra na Ucrânia e incerteza política.
Os dados da pesquisa segundo foram publicados no primeiro dia 12 de outubro, e o turno da eleição.


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