Divulgado o de novembro com dados acima do esperado pelo mercado, com a criação de 263 mil vagas de trabalho no mês ante espera de 200 mil. Além disso, outros dois dados importantes foram divulgados, a taxa de , que foi mantida em 3,7% e o salário pago por hora, que avançou 0,6%.
A leitura que podemos fazer é que o ritmo de criação de emprego na economia americana tem diminuído, vide uma leitura revisada para outubro e setembro, para 284 mil e 315 mil vagas, ainda que se mantenha positiva. Além disso, a taxa de desemprego não apresentou melhoria, ficando no patamar de 3,7%, ante 3,5% verificada em setembro.
Contudo, o ponto de preocupação é o avanço do salário médio pago por hora, ou seja, ainda que se observe a perda do ímpeto do mercado de trabalho, os sintomas têm avançado, acumulando no ano 5,1%, acarretando em pressões inflacionárias não curto prazo.
Neste contexto, observamos as bolsas americanas em queda e o índice em alta nesta manhã de sexta-feira pelo seguinte motivo: a escalada dos na economia americana continuará.
Em outras palavras, a pergunta que o investidor deve fazer é a seguinte: será que o Federal Reserve conseguirá manter o processo de desinflação, hoje com o anual em 7,7% ao longo dos próximos meses frente a estratégia de diminuir o ritmo da alta de juros?
Na minha análise, se pensarmos nos efeitos defasados da política monetária na economia real a resposta é positiva por dois motivos: primeiro porque o aumento do salário está abaixo da influência, acarretando na perda do poder de compra e, consequentemente, no desaquecimento da atividade econômica , justificando o segundo motivo, o último dado do PMI de serviços, hoje abaixo dos 50 pontos, indicando retração do principal setor da economia dos EUA.
Dessa forma, a expectativa para bolsa americana ainda pode se sustentar positivamente no curto prazo influenciada pela expectativa de redução do ritmo da alta dos Fed Funds nas próximas reuniões, em que podemos confirmar pelo monitor da taxa de juros que ainda precifica uma probabilidade de 75% para alta de 0,50 ponto percentual na reunião de dezembro.
Por fim, além da expectativa de redução do ritmo da taxa de juros, vide as últimas quatro altas de 0,75 ponto percentual, o mercado de trabalho ainda não dá sinais de uma desaceleração acentuada, confiante para a sustentação do consumo e consequentemente do lucro das empresas.
De qualquer forma, o sinal amarelo para a maior bolsa de valores do mundo foi aceso.


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