Fed e Copom dá conta da semana


A semana nos mercados globais foi marcada pela continuidade das intensidades em relação ao setor bancário nos EUA e na Zona do Euro. Neste cenário complexo, o Banco Central dos EUA elevou a taxa de em 25 pontos base, enquanto o Banco Central do Brasil manteve a taxa inalterada em 13,75% pela quinta reunião consecutiva.

O comunicado da decisão do FOMC traz alterações, reforçando a perspectiva de um mercado de trabalho ainda aquecido e com pressões inflacionárias persistentes. Por outro lado, o segundo parágrafo relata a preocupação com as condições de crédito na economia após os episódios no setor bancário das últimas semanas. De toda forma, o tente fortalecer a sinceramente em torno da magnitude desse aperto de crédito sobre a atividade, emprego e aceitação.

Além disso, o comunicado fortalece a atenção do FOMC para o fluxo de dados e indica que algum aperto emocional adicional pode ser apropriado, diferentemente da colocação anterior, que indicava maior certeza quanto à necessidade de mais altas.

Nas projeções, nota-se especificamente a revisão baixista na atividade para o ano corrente e o ano seguinte, enquanto a esperada era esperada para este e o próximo ano foi revisado para cima. Em termos de expectativas de juros, a mediana dos pontos para 2023 segue inalterada em 5,1%, enquanto a mediana de 2024 subiu de 4,1% para 4,3% (ou seja, um corte a menos). As projeções de juros para 2025 e o longo prazo permaneceram inalteradas em 3,1% e 2,5%, respectivamente.

As informações seguem na reunião do FOMC procuram procurar a proximidade do fim do ciclo de altas. A precificação atual do mercado coloca cerca de 50% de chance de alta de 25bps na reunião de maio, enquanto os cortes são antevistos já para a reunião de julho.

Em sua 253ª reunião, o Copom manteve a taxa Selic inalterada em 13,75%, conforme nossa projeção e expectativa do mercado. O comunicado dá tanta ênfase às expectativas de confronto como à emoção relacionadas ao cenário de crédito local e às condições financeiras globais. Nossa leitura do comunicado foi mais hawkish do que o antecipado.

Em relação ao cenário externo, o Banco Central mostra-se atento aos eventos recentes relacionados ao mercado bancário, indicando cautela na leitura do cenário externo. Destaca também que, apesar da volatilidade dos mercados, as autoridades monetárias dos EUA e da Europa seguiram na contração monetária.

No balanço de riscos, o comitê fez duas alterações relevantes. Entre os riscos de alta, retirar o destaque sobre o hiato do produto mais estreito e substituir pelo risco de uma desancoragem maior ou mais duradoura das expectativas de permanecer nos prazos mais longos. Além disso, qualifica o segundo item dos riscos de alta para contemplar o impacto da incerteza fiscal para a trajetória da dívida pública.

Nos riscos de baixa, o incluir adiciona, conforme o esperado, a perspectiva de uma desaceleração mais acentuada decorrente do aperto das condições financeiras globais. Além disso, substitua o ponto relativo às desonerações pelo risco associado a uma desaceleração doméstica decorrente de aperto maior do que o esperado no mercado de crédito.

O comunicado não tem indicações de alteração da postura do Copom no curto prazo e, portanto, reforça nossa atribuição de Selic inalterada por ora. Movimentos de baixa na taxa estão condicionados à queda nas expectativas de reflexão.



Investing

março 24, 2023

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