Poucos dias depois de homenagear os 80 anos do chamado “Dia D”, os fantasmas do passado voltam a dar as caras na Europa. As eleições do Parlamento Europeu, tidas como a segunda maior do mundo, provocaram uma incerteza política na região e derrubaram os ativos, depois que os partidos da extrema-direita ganharam terreno.
O é negociado no nível mais baixo em um mês, reagindo à atitude surpreendente do presidente francês, Emmanuel Macron, de convocar eleições antecipadas após o Partido Nacional de Marine Le Pen obter mais de 30% dos votos. A Bolsa de Paris cai mais de 2%. Na Alemanha, a Aliança Alternativa ganhou força. Na Bélgica, o primeiro-ministro renunciou.
Oito décadas depois da invasão da Normandia ter estabelecido as bases para libertar o velho continente da ocupação nazista, a história parece se repetir. Na comemoração da semana passada, aliás, chamou a atenção o fato do chanceler alemão estar entre os convidados e o presidente russo ter ficado de fora da festa – apesar de a extinta União Soviética ter sido fundamental na vitória dos aliados sobre o eixo na Segunda Guerra mundial.
Mercado é claro
Mas, como se diz por aí, quem vive de passado é museu. Ó mercado financeiro prefiro olhar para frente, vivendo de futuro e de expectativas. O foco desta semana está na reunião do Reserva Federal, na quarta-feira (12). Aqui, o destaque fica com o , amanhã (11), além de dados sobre a (12) e no (13).
Os investidor tente adivinhar quantos cortes na devem acontecer ainda neste ano. A nova projeção do Fed não virá gráfico de pontos. Em março, o chamado “gráfico de pontos” revelou um consenso de três cortes. Mas essa previsão deve ser reduzida. A questão é saber por quanto.
Enquanto aguardamos a mudança na narrativa do Fed, os futuros dos índices das bolsas de Nova York sentem a chegada do outro lado do Atlântico Norte. Na Ásia, a sessão foi vazia pelo feriado na China que celebra o Barco do Dragão.
Seria um presságio de que os mercados deveriam se preparar para águas turbulentas à frente?


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