© Reuters. Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala perto do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao deixar Palácio do Alvorada em Brasília 27/04/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino
Por Bernardo Caram
BRASÍLIA (Reuters) – A dinâmica inflacionária no Brasil depende das definições do governo sobre o arcabouço fiscal, disse nesta sexta-feira o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ressaltando que o mercado está sensível ao debate sobre as contas públicas.
Em discurso focado na questão fiscal e no governo eleito, Campos Neto Neto, o Brasil registrou uma piora na percepção recente sobre a redução nas taxas de juros quando foi acrescentado que esse movimento sobre qual foi muito provavelmente devido à percepção o novo arcabouço fiscal”.
Ele disse ainda que a autonomia do Banco Central passará por um “teste importante” com a primeira transição política após a aprovação da nova lei, mas frisou que a autarquia é um órgão técnico e vai cooperar com o governo eleito.
“A gente vê uma dinâmica positiva (da inflação) na margem que precisa depender ser confirmada. Obviamente, vai depender muito esperar o plano fiscal à frente, qual vai ser o arcabouço fiscal à frente”, disse Campos Net. durante palestra na associação de finanças CFA Society Brazil.
O presidente BC afirmou que é necessário “um olho” para o social, mas também para a população que você pode ajudar, sem o qual você tem incertezas e “que sofre é a população que quer ajudar”.
“Ficou forte fiscal e achar que não fez as outras variáveis despesas, vai muito maior ajudar a sua geração e atender a população carente, mas na realidade pode estar tendo o efeito oposto ao contrário”.
“organizar o mercado de investimento, gerar instabilidade, aumentar a função
O mercado teve uma forte reação negativa na quinta-feira após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que os gastos públicos têm que ser avaliados investimentos e voltar a criticar a regra do teto de gastos, com o disparando mais de 4% no fechamento do dia , enquanto o caiu 3,61%.
Em sua apresentação, Campos observados Neto disse que no mercado doméstico foi uma demonstração clara da sensibilidade em relação ao fiscal, ressalta que isso ocorreu globalmente. Ele ponderou que é normal a existência de ruídos em momentos de transição de governo.
Campos Neto também disse que “o problema” foi que durante a campanha foram feitas pelos candidatos, mas agora o mercado começa a entender que parte dos programas que seriam prometidos para se estender.
Autonomia do BC
Perguntado sobre eventual existência de risco de autonomia do BC ser alterado, Campos Neto disse que o apoio do Congresso e do recurso, argumentando ser importante permanecer na justiça do órgão, por mais dois anos para que o mecanismo funcione.
“Mas o Banco Central é técnico, vai trabalhar com o novo governo, vai tentar cooperar no máximo que for possível”, afirmou.
O presidente do BC disse ainda que tem conversado com o economista Persio Arida, membro do grupo de transição de governo. Ele afirmou que a autoridade monetária está a participar dos trabalhos, “entendendo que a gente não faz fiscal”.


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