Estourou como uma bomba o anúncio nesta semana de que o “mito” Jair Bolsonaro, do PL, havia escolhido seu filho, Flavio Bolsonaro, o 01, para herdar seu espólio político. Dentre os Bolsonaros se tornou então o candidato “oficial”. Bom? Ruim? Será o senador por São Paulo competitivo para enfrentar a candidatura da frente de esquerda em 2026, ao que tudo indica, Luis Ignácio Lula da Silva, até porque não existem outras opções.
Diante disso, muitos já compartilham a eleição de Lula, a quarta, no alto dos seus quase 80 anos, como “favas contadas”, não sendo surpresa se acontecer na primeira virada em 2026.
Pode ser que sim, pode ser que não. Um ponto a salientar é o desgaste de Lula, da frente de esquerda, aqui até o PSOL, o PDT, o PSB, o Podemos, e outros. Todas as pesquisas indicam que Lula não é o franco favorito em 2026. Mais ainda. Existe elevada oposição (também para Bolsonaro) e, se o candidato adversário de Tarcísio de Freitas, as coisas podem mudar.
O fato é que Flavio Bolsonaro não tem se acomodado para enfrentar uma eleição majoritária com o PT, contra a máquina pública, etc. Isso pode deixar o Tarcísio de Freitas nas portas de uma desistência, preferindo a reeleição do governo do Estado e deixando para 2030 um possível embate nacional. Ruim, muito ruim para os mercados, que no dia 05 operaram em forte realização, recuperando mais de 4% e, próximo a R$ 5,45.
Por outro lado, é importante que se diga que a “família” Bolsonaro, na sua incompetência costumaz, conseguiu entregar os anéis para esta turba hoje no poder, mas as eleições subjacentes, nos estados, Câmara, Senado, podem mostrar o contrário. Nas duas últimas eleições houve uma avalanche de votos do centro direita.
Há um sentimento “anti-PT” na sociedade brasileira. Um cansaço por uma retórica gasta e repetitiva. Um modelo de gestão que só se repete na incompetência e na corrupção, dados de tantos esquemas. Não me eximo de sinalizar que em 2026, a eleição presidencial talvez seja disputada (vamos ver, ainda, quem irá para o segundo turno), mas não é difícil prever a surra que o PT vai levar, de novo, nos estados e no Congresso.
A ESQUERDA é sempre, burramente, “procrastinadora”, não gosta de se expor, porque isso significa desgaste de popularidade. A partir daí, vai se monitorar governos de centro esquerda, notários por “procrastinar” soluções impopulares, corretivas, mas duras.
Lembramos que foi isso que aconteceu em Portugal, nos tantos anos da “geringonça”, bloco de esquerda com o PSD; é isso a acontecer com o PT,se aliando aos bandidos e fisiológicos do Centrão. Mais de 20 anos sem poder.
O Brasil mudou nestes 20 e tantos anos? Se mudou, foi um pouco. Vários indicadores concretos apenas confirmam que continuamos um país injusto com elevada concentração de renda.
O fato é que o Brasil, e o mundo, pioraram em muitos aspectos neste século XXI. A violência explodiu nas grandes cidades, a vontade ir embora, uma realidade. São mais de 700 mil brasileiros tendo emigrado para os EUA, Miami e Boston em particular, para a Europa, Portugal como foco.
Além disso, são 16 milhões de brasileiros vivendo pessimamente em favelas, aos q os “politicamente corretos” cismam em chamar de “comunidade”. Não, é favela mesmo, sem a condição mínima, sem saneamento, sem ventilação nos casos, sem serviços públicos, em zonas de risco…é FAVELA sim e, mais do que isso, é invasão, até este que o Brizola liberou no passado. A isso chamamos da “cultura da procrastinação”. Vivi isso em Portugal, com as portas escancaradas para a imigração, e muito poucas ações corretivas, durações, controles de aeroportos e fronteiras. Diante disso, houve uma invasão, paquistaneses, angolanos, brasileiros, venezuelanos, indianos, tibetanos, cabo verdianos, etc, etc. E muitos sem a mínima perspectiva, se empoleirando em pequenos apartamentos estourando…10 num quarto, inclusive, com fogareiro….vários incêndios ocorreram a partir daí.
É neste contexto que abriram espaço para o crescimento da direita mais radical, ou conservadora, com o partido de André Ventura, o “Chega”. O mesmo aconteceu para esta direita evangélica e messiânica aqui no Brasil.
Retornando às pobres cidades brasileiras, vamos nos espantar com o péssimo nível das governanças, dos governos municipais e estaduais. Zero de planejamento urbano, de visão de cidade, etc.
Aaahh isso é culpa da ditadura e do aspirador de 20 anos. Mentira. A ditadura acabou em 1985, 40 anos atrás! Desde então tivemos uma Constituição péssima, cheia de penduricalhos e exageros, que não trouxe grandes melhorias, apenas excessos e mais soluções mal engedradas. É o caos na Educação Pública, na segurança. Somos o país dos puxadinhos, das gambiarras. E as coisas só pioram. Sempre me espanto. Ahhh, precisamos importar tudo! Somos pobres estruturalmente. Não, não somos! Somos uma potência em recursos. Temos energia limpa e barata, recursos naturais em abundância, terra a não acabar mais. Por que então tantos atrasos?
Consultem aos 20 e tantos anos de lulo-petismo, por exemplo. Precisaríamos de mais 20 anos de um governo equilibrado no poder, enxugando o Estado, privatizando empresas, saneando outras, para pensarmos num ciclo virtuoso. Infelizmente, o PT ganhou. E vai ganhar de novo se a oposição não apresentar alternativas e se unir.
Agora, é tentar juntar e resgatar os cacos.
Posts recentes
- Kharg, Ormuz e o impasse final: O que os EUA ainda podem realmente mudar
- Virada de ciclo de novo? Os dados dizem outra coisa
- Os mercados são a única força restringindo as ações de Trump no Irã?
- IPCA-15: surpresa com a alta só para quem não frequenta supermercado
- Selic em queda, petróleo em alta: o que o investidor precisa considerar agora


0 responses on "Crise política e sucessão de Bolsonaro elevam incerteza e derrubaram mercados"