A alface x A líder
Uma câmera dedicada a filmar a evolução de uma alface trajando óculos, sapatos e peruca. Uma foto da famosa porta no número 10, na rua Downing, Londres, Reino Unido – como anúncio do Airbnb (NASDAQ:) (BVMF:) “para curtos períodos”. Um vídeo com cenas envolvendo a maior carga política britânica, ao som de Taylor Swift.
Se me mostra tudo isso há três meses, não entendi absolutamente nada. Imaginaria se tratar de uma nova tendência do Tiktok, que não tenho paciência para acompanhar.
Mas a verdade é que esses e muitos outros memes conteúdos sociais do melhor humor britânico figuraram entre os mais acessados dos últimos dias nas redes ao redor do mundo.
O motivo para tanta criatividade? A renúncia da primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss.
Um passo atrás: um mal sucedido
Para quem tem acompanhado de perto a economia na terra do agora Rei Charles III, os últimos meses foram marcados por fortes políticas de turbulência, e não sociais.
Esses incluíram a morte da Rainha Elizabeth II, a queda do menor patamar dos últimos 40 anos, o vai e vem de um orçamento bilionário, uma intervenção emergencial do Banco Central no mercado de títulos públicos e – então – a conclusão do menor mandato de primeiro-ministro da história do Reino Unido.
Tudo isso pode parecer esquisito. Afinal, estamos falando de um dos principais centros financeiros do mundo, e um país com econômico e institucional robusto.
Porém, podemos remontar o começo da reviravolta da maré da economia ao referendo que uma fonte econômica da União Europeia. Após um resultado que surpreendeu a todos, o país se mostrou completamente aos arranjos do “divórcio” com os europeus, que ocorreu mais de dois anos e provavelmente serão percebidos por anos.
Para se ter uma ideia, o Departamento de Responsabilidade Fiscal britânico (Office for Budget Responsibility) estima que a saída da União Europeia deve reduzir o potencial de 4% no longo prazo – um impacto maior do que o estimado para a pandemia da covid- 19.
Em bom português: a separação não parece ter sido uma boa ideia, ao menos em termos.
A pandemia, a guerra e a inflação
Mal se concluíam os seus negócios com a União Europeia, e a pandemia da covid-19 derrubou o PIB do país em 9,3% – a performance entre “colegas” do G7. O ano de 2021, porém, foi marcado pela recuperação da economia do país (que cresceu 7,4%). E, não foi realizado o reparo do nível de PIB no pré-pandemia, a vacina nas vacinas contra a covid19 fortaleceu a imagem e não o local do país no cenário global.
Foi então que a eclosão da guerra entre Rússia e Ucrânia e a verdadeira “estudada” nos preços de commodities energéticas, em especial o cravou outro profundo prego na economia britânica. Com quase 30% de sua matriz energética energética ao gás, e 8% das famílias dependentes da mercadoria para o cumprimento de suas energias 10,1% – impulsionada, como o esperado, pelo preço de.
Com a inflação, veio a insatisfação popular, que se uniu a uma crise política que derrubou a administração do primeiro-ministro Boris Johnson, do Partido Conservador.
Thatcher às avessas
A escolhida pelo partido para suceder a Johnson como líder do partido, e então-Ministra, foi Liz Truss – em um movimento que surpreenderá a muitos diante de sua subida relativamente rápida dos primeiros políticos britânicos.
Sua campanha? “Fazer o Reino Unido grande novamente”. Comparada por muitas políticas à Margareth Thatcher (ex primeira-ministração conhecida por suas de livre mercado e austeridade fiscal), a Truss logo determinou sua principal estratégia para lidar com a inflação alta: o congelamento dos preços de alta: o congelamento dos preços de preços.
Poucos dias, depoisss foi além, e anunciou um pacote robusto de cortes de impostos, incluindo redução para os mais ricos. Juntos, os pacotes tiveram o custo estimado de mais de 150 bilhões de libras (aproximadamente R$ 870 bilhões).
Com a inflação já em níveis altos historicamente, o estímulo adicional à demanda por bens e serviços de pressão ainda mais elevados, eventualmente o Banco Central do país a elevar ainda mais os . A alta de juros, por sua vez, tenderia a colocar mais lenha na economia da desaceleração já em curso no país. Afinal, quanto mais altos os juros, maior o freio à economia.
Menos Thatcher impossível, pensei eu.
A renúncia e os impactos no Brasil
Como era de esperar que os investidores antecipassem a alta probabilidade desses movimentos, o resultado foi no último mês de volatilidade nos mercados britânicos.
Após o anúncio, observando a libra esterlina despencar ao seu menor valor da história, a bolsa cair e títulos públicos dispararem – esses últimos em tamanha magnitude, que apenas uma intervenção do Banco Central impediu maiores estragos à importante indústria de fundos de pensão do país.
Foi que, dias depois ver seu novo ministro das finanças (que então seguiu a missão vapt vupt do primeiro) recuar de todas as medidas anunciadas no pacote fiscal bi após a Truss anunciou sua renúncia ao cargo de líder primeira-ministra – consolidando sua renúncia de papel de líder primeira-ministra menos longe da história do Reino Unido.
O impacto para nós, aqui no Brasil? A versão ao risco reforçada por não é mais positiva a incertezas no cenário global, muito menos a desaceleração de uma das principais economias do mundo.
Dito isso, o Reino Unido não representa um parceiro comercial de tamanha para nós, e nossas empresas activas relativas ao país, de maneira pequena geral.
Por exemplo, nossos ativos financeiros são inteligentes aos nossos “brilho” mais baratos à tanta incerteza – bastante unindo-se compostos da bolsa em setores como commodities e o desconto em nossos ativos.
Resumo da ópera: Perderam a libra, uma autoridade das instituições britânicas e muitos investidores. Venceu a alface, que durou mais que os dias de Truss no cargo, e quem sabe nós aqui, descolando uma “folhinha” do novo Reino Unido emergente.


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