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XANGAI (Reuters) – A China deve manter as taxas de empréstimo de referência inalteradas pelo terceiro mês consecutivo na segunda-feira, mostrou uma pesquisa da Reuters, já que as autoridades continuam relutantes em enfraquecer o ao afrouxar ainda mais como condições monetárias.
A taxa básica de empréstimo (LPR, na sigla em inglês), que os bancos normalmente cobram de seus melhores clientes, é mantida todos os meses após 18 bancos comerciais designados apresentarem propostas ao Banco do Povo da China.
Em uma pesquisa com 22 participantes do mercado realizada esta semana, todos previram que não haveria mudança na LPR de um ano. No entanto, cinco participantes, ou 23%, esperam uma redução na LPR de cinco anos.
A maioria dos empréstimos novos e pendentes na China é baseada na LPR de um ano, que é de 3,65%. A taxa de cinco anos influencia o preço das hipotecas e agora está em 4,30%. A China cortou as duas LPRs pela última vez em agosto para a economia.
“Esperamos que a LPR de um ano declarado inalterado em 3,65%, já que o banco central manteve a taxa do mecanismo de empréstimo de médio prazo (MLF, na sigla em inglês) estável em novembro”, disseram analistas do Barclays (LON:) em nota.
O banco central rolou parcialmente empréstimos da MLF que venciam no início desta semana e manteve a taxa de juros inalterada pelo terceiro mês consecutivo, sugerindo que as autoridades continuam cautelosas em alimentar ainda mais a fraqueza do iuan ao afrouxar as condições garantidas.
As autoridades estão buscando o crescimento econômico sem a instabilidade financeira. A redução dos juros para sustentar a desaceleração da economia pode ampliar ainda mais a diferença da política monetária chinesa diante das principais economias, especialmente dos Estados Unidos, o que pode encorajar saídas de capital.
O iuan já caiu cerca de 11% em relação ao este ano e está próximo da maior perda anual desde 1994.
(Reportagem de Li Hongwei e Brenda Goh)


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