Tântalo foi aquele camarada que, após roubar o manjar dos deuses e servir-lhes a carne do próprio filho Pélops, acabou castigado com a sentença de não poder saciar sua sede e fome. Lançado ao Tártaro, via água escoar para longe ao se aproximar; e os frutos das árvores se afastam de seu alcance.
O Brasil é o país do futuro. Aquele futuro que está logo ali, a um estimar dos braços. Tentamos nos aproximar e, de alguma maneira, o futuro se esvai, escorrega, mais uma vez, à próxima geração.
pudéssemos nós podemos permitir o que pode ser uma situação global e que: energia, de democracias grandes, pacíficas e consolidadas, de valor (bancos e commodities, pra facilitar) ao crescimento (tecnologia e afins). Seja por mérito próprio, com as boas reformas realizadas desde o governo Temer, ou por demérito alheio, em que ganharíamos por WO (a Rússia ininvestível; a China virou-se dos valores ocidentais e da democracia liberal ao consolidar o poder em torno de Xi Jinping; está cara, próxima a Rússia e não tem tem pela Índia), frente a frente – porque está perto de energia e antes de todos a subir as taxas.
Talvez ainda tenha, mas dificilmente em sua plenitude.
Lula teria a chance de fazer um governo de frente ampla, abraçando formalmente o centro e até a centro-direita. Nomearia Meirelles (por que não o discurso Armínio, que já tirou?), faria até seu primeiro discurso de camisa verde e amarela, anunciando que os símbolos de Estado transcendem espectros ideológicos. Governaria para todos. Verdes, amarelos e vermelhos; pretos e brancos. Mandela latino-americano. Mas não. Prefira o silêncio e o não-comprometimento com ninguém. Pede uma Faria Lima mais progressista, mas exige um cheque em branco. desculpa. Não funciona. A nova âncora, fiscal precisa ser expressa e formal muito além de “La garantia soy yo.”
Bolsonaro tenta revitalizar os vernizes liberais. Flerta, discretamente, com as privatizações do Banco do Brasil (BVMF:) e Petrobras (BVMF:). Na prática, desde a PEC Kamikase principalmente, solta como as da política fiscal e se preocupa mesmo com a agenda de costumes e com o Alexandre de Moraes.
O mercado faz vista grossa, seja porque tem medo do cheque em branco a Lula (o que tem sua razão de ser) ou porque confia em Paulo Guedes – ah, sim, também há aquela parcela (minoria) mais reaça, saudosa de outros tempos e temerosa a Deus, embora garanta que, na hora de gerenciar seu dinheiro, adota princípios laicos e científicos.
Na semana passada, a corrida em direção a estatais foi disparada. Pesquisas internasram fluxograma entre Lula e Bolsonaro trouxeram comprador para o Banco do Brasil e a Petrobras.
“Expectativa racional ou torcida?” Difícil, um pouco dos dois, saber, um investidor grande, bilionário em conversa privada. Seriam os torcedores racionais? Ninguém admite seus próprios interesses. Se admitisse, os mudaria e eles desapareceriam. Todos nós nos achamos consistentes.
Apostar na vitória de Bolsonaro, neste momento, no entanto, pode ser um tanto precipitado. Não porque ele não tenha chances reais. Possivelmente, até tenha mais do que a maior parte das pesquisas sugere. Estamos ali, pau a pau. E, quando colocamos a abstenção na conta, qualquer afirmação sobre o resultado da eleição parece muito mais torcida (política é puro viés de confirmação) ou desejo de controle, antecipar o futuro e ter previsibilidade. Não sei. Simples assim.
Ocorrem que ocorrem que, em uma definição e se jogam com pessoas em uma hipótese de avessas, se arriscam em uma direção ou outra. Essa é definição a clássica de versão a risco, uma preferência côncava, em que abaixo da função linear de uma função está uma mesma função. Indivíduo avessos a risco não participou de jogos cujo valor esperado é zero. Em português, se você é avesso a risco, um par ou ímpar em que você ganha um real em caso de vitória e perde um real em caso de derrotas não o atrai.
Direcione para o ponto: a corrida em direção a esta semana na semana considerada passada, dado a ilha atual do momento, pode encontrar elementos de erros, em especial, todos os riscos externos – não somos uma eleição ainda que seja um benéfico muito relevante.
Já reduzimos pela metade nossa posição em Banco do Brasil após os ganhos fortes no ano; negociando perto do valor patrimonial e com 50% de chance de dar Lula, que tem sido muito vocal sobre o uso de bancos públicos para aumentar o crédito, ficar difícil na frente deste trem.
Agora, estamos procurando puts (opções de venda) de estatais. Gostamos das estatais ao longo de 2022, mas é importante saber a hora de parar.
O final de semana foi apenas mais um dos sinais de que, se Tântalo viesse para o Brasil, seria recebido a bala.


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