- Os balanços do 4T25, em sua maioria, vieram acima do consenso, mas os índices continuam operando em faixa estreita.
- e estende suas tendências de alta com perspectivas operacionais sólidas.
- elevar o orientação de receita e dobra o plano de investimentos em inteligência artificial.
A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 nos Estados Unidos ainda não foi concluída, mas a maior parte das companhias de grande capitalização já divulgou seus resultados. Com isso, os investidores já dão uma visão relativamente clara do tom desta temporada.
Até o momento, o saldo tem sido ligeiramente positivo. Diversas empresas superaram as estimativas do consenso, mas o efeito agregado sobre o mercado mais amplo foi limitado. Tanto o Nasdaq 100 quanto o S&P 500 oscilaram dentro de uma faixa estreita, com variações entre -1% e +1,5%.
O mercado agora aguarda os números de Walmart, Berkshire Hathaway e, principalmente, Nvidia, que tradicionalmente divulgam seus resultados na reta final da temporada.
Nesta análise, avaliamos Johnson & Johnson, Semicondutores de Taiwan Manufatura (NYSE:TSM) e Meta (NASDAQ:META). As três companhias entregaram resultados acima das expectativas e ainda apresentaram espaço para expansão adicional, tanto sob a ótica fundamentalista quanto técnica.
Johnson & Johnson mantém trajetória ascendente
Há mais de seis meses, as ações da Johnson & Johnson (BVMF:JNJB34) vêm sustentando um movimento de alta consistência. A tendência primária de alta foi mantida mesmo após a divulgação do balanço trimestral em 21 de janeiro.
Os números vieram, em grande medida, alinhados ao consenso, sem surpresas relevantes nas principais linhas do demonstrativo de resultados. Ainda assim, a ocorrência do mercado foi expressiva. Nos dias subsequentes, o papel acelerou em um movimento praticamente vertical, sinalizando forte revelação dos investidores quanto à solidez do caso.
Do ponto de vista fundamental, a receita superou as estimativas mesmo após o acordo firmado com o governo do presidente Trump para redução de preços de medicamentos. Em contrapartida, a companhia, assim como outras farmacêuticas, obteve isenções tarifárias específicas, o que reduz a incerteza associada a mudanças abruptas de política comercial.
Com esse equilíbrio estabelecido, o cenário-base permanece construtivo. Mantido o momentum, o próximo alvo técnico relevante se posiciona na região de US$ 250 por ação.
TSMC volta a superar expectativas
A divulgou seus resultados em meados de janeiro, mantendo o histórico recorrente de superar o consenso de mercado. O principal destaque foi o lucro por ação (EPS), que ficou 10,6% acima das projeções.
A resposta do mercado foi imediata, com valorização próxima de 5% no pregão subsequente à divulgação.
Fonte: InvestingPro
A companhia projeta crescimento de receita em torno de 30% neste ano. Além disso, anunciou um plano de investimentos (capex) entre US$ 52 bilhões e US$ 56 bilhões, reforçando uma estratégia de expansão, principalmente em segmentos ligados à inteligência artificial e semicondutores de alto desempenho.
Assim como no caso da Johnson & Johnson, o ativo permanece inserido em tendência de alta e passa a se aproximar da região técnica dos US$ 400 por ação, que pode funcionar como próxima zona de resistência.
Metaelevação orientação para o primeiro trimestre de 2026
As ações da avançaram pouco menos de 10% após a divulgação dos resultados, desempenho que representa clara melhora frente ao trimestre anterior, quando o papel havia recuado mais de 11%.
A correção técnica foi observada logo após a alta inicial arrefeceu parte do ímpeto comprador. Ainda assim, a companhia segue com fundamentos robustos e apresenta potencial adicional de valorização próximo a 6%, segundo estimativas de valor intrínseco.
O otimismo é sustentado pelo orientação para o primeiro trimestre. A administração projeta receita entre US$ 53,5 bilhões e US$ 56,5 bilhões, acima do consenso de US$ 51,41 bilhões.
O plano de investimentos também chama atenção. A Meta prevê desembolsos entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões ao longo do ano em inteligência artificial e infraestrutura correlata, montantes superiores ao esperado pelo mercado e aproximadamente o dobro do investimento em 2025, reforçando a estratégia de construções em tecnologia e monetização de plataformas.
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